O acto de desenhar possui efeitos terapêuticos significativos.
Num estudo efectuado junto de crianças surdas, ficou demonstrado que "por intermédio do desenho, as crianças observadas desenvolveram a atenção, a memória e a iniciativa, socializaram-se, e despertaram a sua curiosidade e a sua imaginação de uma forma prazerosa; o desenho impulsionou e desenvolveu os esquemas de conhecimentos que colaboraram na aprendizagem de novos conhecimentos, tais como a observação e a identificação, a comparação, a capacidade de utilização de conceitos, de planeamento, a capacidade de relacionar e inferir(...)".
"Os desenhos materializam as imagens mentais do que a criança conhece e tem registado na memória, com a contribuição da imaginação; quando a criança desenha, ela está imersa no universo simbólico, universo simbólico este comum ao gesto, aos sinais e à escrita."
"Ao desenhar, a criança relaciona-se com signos, reflecte sobre eles, aperfeiçoando-os nesta experiência. As suas reflexões, resultantes de sua actividade mental e manual, podem interferir significativamente em sua constituição e actuação social".
Fonte:
Araújo, Claudia C. M. & Lacerda, Cristina B. F. Examinando o desenho infantil como recurso terapêutico para o desenvolvimento de linguagem de crianças surdas. 2008